segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Museu do Açude

Como havíamos mencionado em publicação anterior, fizemos alguns passeios nessas férias. Um deles foi ao Museu do Açude no Alto da Boa Vista. Foi uma bela visita, mas não fomos apenas para passear não! Fomos com um grupo de pesquisas da UFRJ para testar a ACESSIBILIDADE no Museu.


E O QUE SERIA ESSA TAL ACESSIBILIDADE?


Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.

Na arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas. Atualmente estão em andamento obras e serviços de adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população.

Em informática, programas que provêm acessibilidade são ferramentas ou conjuntos de ferramentas que permitem que portadores de deficiências (as mais variadas) se utilizem dos recursos que o computador oferece. Essas ferramentas podem constituir leitores de ecrã para deficientes visuais, teclados virtuais para portadores de deficiência motora ou com dificuldades de coordenação motora, e sintetizadores de voz para pessoas com problemas de fala.


E O QUE ACONTECEU NO MUSEU?





Como vocês puderam observar, testamos a acessibilidade no Museu do Açude com 3 pessoas: o Charles (deficiente visual), a Solange (surdacega) e a Maiara (surda).

Eles puderam tocar em alguns objetos e com a descrição de uma outra pessoa a identificação deste objeto pôde ser feita. Nem sempre eles conseguiram identificar os objetos, mas essa foi uma resposta ao que queríamos testar: a acessibilidade no Museu.

Espero que tenham gostado. Em breve teremos mais informações!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Trabalhos em alto relevo

Bom dia!

Na semana passada o Rompendo Barreiras esteve fechado, mas não ficamos parados! Visitamos o Museu do Açude e temos muitas coisas para passar a vocês.

Mas, primeiramente iremos expor aqui um trabalho muito interessante que a nossa coordenadora, professora Valéria, nos apresentou. São os desenhos em alto relevo, que permitem a acessibilidade dos deficientes visuais.

É um material magnífico e fácil de se fazer. Precisamos, é claro, de algumas ferramentas.

Vejam como fica depois de todas as etapas...




Esse material didático auxilia muito na educação de deficientes visuais. Com o toque eles conseguem entender o que aquele desenho e isto aumenta o interesse deles pelo assunto apresentado.

Esperamos que tenham gostado da informação e caso tenham maiores interesses fiquem de olho no nosso blog que iremos publicar mais sobre isso!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Novo número de telefone

Nosso número de telefone mudou. Agora para entrar em contato conosco ligue para 2334-0303.

Aproveitamos para informar que as inscrições para o Curso de Braille permanecem abertas. Aguardamos mais alunos!

E já que estamos falamos de Braille, vamos saber a importância deste método para os deficientes visuais?


"V - O SISTEMA BRAILLE E A VIDA DOS CEGOS


O Sistema Braille é constituído por 63 sinais, obtidos pela combinação metódica de seis pontos que, na sua forma fundamental, se agrupam em duas filas verticais e justapostas de três pontos cada. Estes sinais não excedem o campo táctil e podem ser identificados com rapidez, pois, pela sua forma, adaptam-se exactamente à polpa do dedo.
Na leitura qualquer letra ou sinal braille é apreendido em todas as suas partes ao mesmo tempo, sem que o dedo tenha que ziguezaguear para cima e para baixo. Nos leitores experimentados o único movimento que se observa é da esquerda para a direita, ao longo das linhas. Não somente a mão direita corre com agilidade sobre as linhas, mas também a mão esquerda toma parte activa na interpretação dos sinais. Em alguns leitores a mão esquerda avança até mais ou menos metade da linha, proporcionando assim um notável aumento de velocidade na leitura.
Dispondo de um processo fácil de leitura, o gosto pelos livros estendeu-se amplamente entre os cegos e ocupou um lugar importante na sua vida. À instrução oral sucedeu a instrução pelo livro. O conhecimento intelectual, sob todas as suas formas (filosofia, psicologia, teologia, matemáticas, filologia, história, literatura, direito...), tornou-se mais acessível aos cegos.
Os benefícios do Sistema Braille estenderam-se progressivamente, à medida que as aplicações revelavam todas as suas potencialidades. As estenografias tornaram a escrita mais rápida e menos espaçosa. As máquinas de escrever permitiram fazer simultaneamente todos os pontos de um sinal, em vez de os gravar um a um, com o punção. Enfim, obteve-se o interponto, graças a um sistema de precisão em que é possível intercalar os pontos do reverso de uma página com os do seu anverso.
Nos dias de hoje as novas tecnologias representam o mais espantoso contributo para valorizar o Sistema Braille, depois da sua invenção. A drástica redução de espaço proporcionada pelo braille electrónico é exemplo disso. Um livro em braille com 2000 páginas de formato A4 pode ficar contido numa só disquete. Uma vez introduzido o texto desse livro no computador, o utilizador cego tem ao seu alcance toda a informação não gráfica disponível no ecrã, que pode ler através de um terminal braille.
Um outro exemplo é a facilidade de imprimir textos em braille. Introduzidos no computador, os textos podem ser submetidos a um programa de tratamento específico e sair numa impressora braille. Os textos assim tratados podem utilizar-se, quer na produção directa em papel, quer na produção de placas de impressão, conforme o número de exemplares a obter. A impressão de livros, permitindo a sua multiplicação, tem um efeito cultural considerável."

Este texto foi retirado do livro 'A Invenção do Braille e a sua importância na Vida dos Cegos", de autoria de José Antonio Lages Salgado Baptista da Comissão de Braille.